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Factos Históricos

Factos históricos da Freguesia das Ribeiras

2010 - Associação Lira Sport Clube
O entusiasmo de um grupo de jovens pela modalidade de ténis de mesa levou a que a freguesia das Ribeiras tivesse mais um clube desportivo. Tudo começou quando, a nível ilha do Pico, alguns clubes foram se apresentando em competições e campeonatos de ilha e não só, em que alguns jovens desta freguesia foram ganhando gosto pela modalidade. Entre estes jovens destaca-se Nilton André Goulart e José Gabriel Alvernaz. Estes em 2009 contataram a Direção da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense, a fim de representarem esta Sociedade nos jogos, sendo pela direção aceite essa representação. Mas, segundo decreto lei regional a Sociedade Filarmónica não podia abranger a parte cultural e desportiva em simultâneo, comprometendo, assim, os apoios governamentais. Então houve a necessidade de criar-se um clube desportivo, afeto à Sociedade Filarmónica para a modalidade do ténis de mesa, entre outras modalidades. Os Estatutos foram elaborados e escritos por Rúben Manuel Silveira Alves, apresentados aos sócios e aprovados por unanimidade. A 26 de Janeiro de 2010 faz-se o registo, dando origem a um novo clube chamado de Associação Lira Sport Clube. A nomeação dos órgãos sociais só é feita em Março do mesmo ano, ficando os destinos do Clube entregues à Comissão Instaladora presidida por Rúben Manuel Silveira Alves.
Addicionado: 2011-10-09
2001 - Clube Náutico de Santa Cruz
Com a proibição da caça à baleia nos anos 80, a frota baleeira: botes, lancha e respetivo imóvel, ficaram sem atividade e utilização. Passados uns anos, eis que surge a iniciativa de fazer prática desportiva com os botes (canoas) baleeiros. Em Santa Cruz das Ribeiras, os botes, passaram a ser da responsabilidade do Clube Desportivo Ribeirense para a prática desportiva, sendo este o responsável pela sua conservação e manutenção. Mas, ficando sempre os botes a ser propriedade da Armação Baleeira das Ribeiras. Com a utilização destes botes na caça à baleia e com alguns anos em provas desportivas, estes apresentavam fragilidades a nível de estrutura, sendo necessário uma intervenção mais profunda. Uma vez desativada a Armação Baleeira das Ribeiras, e sem fundos monetários para qualquer recuperação dos botes e respetivo imóvel, houve a necessidade de procurar vias de financiamento. Foi então nomeada uma Comissão Instaladora, presidida por Mário José Dinis Tomé, que tinha como objetivo criar um Clube Náutico e, através deste, arranjar apoios financeiros e recuperar todo o património baleeiro existente neste lugar. A 7 de Junho de 2001, são criados os primeiros Estatutos deste Clube e é feita a transição dos sócios da Armação Baleeira das Ribeiras para o Clube Náutico de Santa Cruz. No mesmo ano iniciou-se o processo de recuperação do património baleeiro, através de apoios do Governo Regional dos Açores e da Câmara Municipal das Lajes do Pico. Algum tempo depois foram nomeados os órgãos sociais do Clube. Atualmente o Clube Náutico de Santa Cruz, possui 4 botes baleeiros e respetiva casa dos botes. De referir que a lancha baleeira foi entregue à Junta de Freguesia das Ribeiras, sendo também feita a sua recuperação através de apoios governamentais.
Addicionado: 2011-10-02
1976 - Associação Feminina
A Associação Feminina, anteriormente chamada de Secção Feminina, é uma associação de mulheres. No final do verão de 1976, durante uma conversa de amigas entre Maria Alice Alves e Maria Nazaré Alves, surgiu a ideia de formarem um clube de mulheres, porque na altura reuniam-se no Centro Social (Paroquial) os homens a jogarem às cartas ou ao dominó fazendo o seu convívio, e elas, mulheres, entendiam que não tinham um ponto de encontro para assim poderem conviver umas com as outras. Expressaram as suas ideias a outras mulheres e ao padre da paróquia, Norberto da Cunha Pacheco, disponibilizando este o Centro Social para os respectivos convívios. O anúncio foi feito na celebração dominical seguinte, a 7 de Novembro de 1976, consistia em que todas as senhoras se juntassem no Centro Social a seguir à missa, a fim de terem uma reunião. Reunidas, Maria Alice Alves começou por explicar que elas, mulheres, também necessitavam de se juntar para conviverem umas com as outras. A ideia foi bem recebida por todas, fazendo deste encontro o primeiro dia de atividade. No mesmo dia foi escolhido por votação a direção, ficando nomeadas Maria Alice Alves, Maria Nazaré Alves e Aura Simas Azevedo, sendo Presidente Maria Alice Alves. Inicialmente o número de sócias era de 41 senhoras. Esta direcção, durante 15 anos de mandato, promoveu várias festividades entre as quais: Quadros Vivos, Paixão do Senhor, Mistérios do Rosário, Natal, Carnaval, São Martinho. Em 7 de Junho de 2005 são criados os primeiros Estatutos, fazendo-se a alteração do nome de Secção Feminina para Associação Feminina.
Addicionado: 2011-09-18
1976 - Clube Desportivo Ribeirense
Em 1976, um grupo de jovens com uma bola de voleibol deu origem ao que seria o Clube Desportivo Ribeirense. Com o entusiasmo dos jovens e com o contributo de várias pessoas entre elas Manuel Bettencourt, este desempenhando a tarefa de treinador, houve necessidade de se criar uma Comissão Administrativa, sendo ela: Presidente = José Goulart Mancebo, Vice-Presidente = António Humberto Moniz Jorge e Tesoureiro = José Manuel Costa. Também nesta altura foi escolhida uma madrinha para o Clube, sendo esta Adélia Alves Moniz Jorge. Pouco tempo depois foram surgindo os sócios, angariação de fundos através de bailes, etc. Os primeiros Estatutos deste Clube são de 21 de Outubro de 1986. Uma vez criados e aprovados, este Clube passou a ter eleições para os seus órgãos sociais. Durante estes anos foram eleitos Presidente da Direção: Manuel Hildebrando Tavares, Rúben Manuel Silveira Alves e João Hermínio Tomé. Neste percurso de vida o Clube Desportivo Ribeirense teve várias modalidades que conquistaram inúmeras: taças, medalhas, faixas, etc. Salienta-se atualmente a equipa sénior feminina de voleibol, Campeã Nacional e Campeã da Taça de Portugal 2010/2011. A primeira equipa sénior feminina de voleibol foi criada em 1994, sendo Presidente da Direção Rúben Manuel Silveira Alves e treinador Artur Tomé, entrando logo para a 2ª divisão nacional.
Addicionado: 2011-09-11
1958 - Iluminação em Santa Cruz
A 6 de Agosto de 1958, a Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense adquiriu um gerador para fornecer energia eléctrica a Santa Cruz. Esta iniciativa contou com o apoio de várias pessoas, mas António de Simas Azevedo foi o grande impulsionador. Antes do gerador eléctrico, Santa Cruz era iluminada com candeias que funcionavam com óleo de baleia e, mais tarde, com o aparecimento do petróleo passou a haver outro tipo de iluminação. Cada sócio da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense teve que pagar 150$00 (cento cinquenta escudos) para depósito. As Pontas Negras, Santa Bárbara e depois Ribeira Grande, também adquiriram, mais tarde, um gerador para o fornecimento de electricidade. Santa Cruz deverá ter sido das primeiras localidades da ilha, excluindo as Vilas, a ter luz eléctrica. Em 1980 chega a Santa Bárbara e a Santa Cruz a energia pública, acontecendo mais tarde no lugar das Pontas Negras, Ribeira Seca e Ribeira Grande.
Addicionado: 2011-09-04
Moinhos de Água
A freguesia das Ribeiras é composta por 32 grotas e ribeiras. Em Santa Cruz o sitio dos Moinhos tem esse nome por ali terem existido alguns moinhos que eram movidos pela água da ribeira que passa naquele lugar. A ribeira de Santa Bárbara chegou a ter cinco moinhos de água.
Addicionado: 2011-07-23
1853 - Escola Oficial
Na freguesia das Ribeiras, surge a primeira escola oficial em 1853, situada em Santa Bárbara, na antiga Ermida da Vera Cruz. Passados uns anos, em Santa Cruz também começou por haver escola, mas, inicialmente em casas particulares, depois na capela da Irmandade da Terça Feira do Divino Espírito Santo e, mais tarde, na casa de João Madruga. Só em 1965 é que foi construída uma escola no lugar do Caminho de Baixo, a qual se mantêm em actividade até aos dias de hoje.
Addicionado: 2011-07-16
Jardins
Na freguesia das Ribeiras existem dois jardins que se destacam: Em Santa Cruz em frente ao Centro Paroquial, o jardim Comendador Oliveira Medina, que possui um cruzeiro feito em pedra lavrada, mandado construir por Manuel Oliveira Medina para assinalar o 3º centenário do encalhe da imagem do Senhor Jesus Milagroso, padroeiro desta Paróquia. Em Santa Bárbara o jardim junto à Igreja Paroquial, encontra-se uma placa fazendo distinção a António Ferreira Porto, benemérito daquele lugar.
Addicionado: 2011-07-10
1927 - Padre Manuel Teófilo de Sousa
O Padre Manuel Teófilo de Sousa nasceu a 3 de Novembro de 1888, na freguesia de Santo António, concelho de São Roque do Pico. Em 1912 foi ordenado Padre, celebrando a sua missa nova a 1 de Novembro na igreja de Sant'ana, ilha do Pico. A sua primeira colocação foi na Maia, ilha de São Miguel, ali permaneceu dois anos, sendo transferido para Santa Cruz, ilha da Graciosa, e aí exerceu funções até 1927, altura em que veio para Santa Cruz das Ribeiras, ilha do Pico. Entre os sacerdotes que presidiram à Paróquia de Santa Cruz das Ribeiras, o Padre Teófilo distingiu-se pelo tempo de serviço, 37 anos, e pela sua acção de prestar os primeiros socorros àqueles que o procuravam. Ali ficou até 27 de Janeiro de 1964, dia em que foi vitima de um acidente de viação acabando por falecer.
Addicionado: 2011-07-03
Irmandades do Espírito Santo
Actualmente e desde há muitos anos em Santa Cruz das Ribeiras, existem duas Irmandades do Espírito Santo: Irmandade da Segunda Feira do Espírito Santo e Irmandade da Terça Feira do Divino Espírito Santo. Estas Irmandades iniciaram-se no século XIX, não se sabendo ao certo a data. A Irmandade da Segunda Feira tem uma casa própria para o seu jantar festivo, tendo sido remodelada ao longo dos anos. O aparecimento da figura da "Rainha" nas procissões/cortejos do Espírito Santo em Santa Cruz, foi em 1936 nesta Irmandade, sendo introduzida pelas luso-americanas, as Cabrais. A primeira rainha chamava-se Emily Cabral, vestindo uma capa de côr cinzenta. Os primeiros Estatutos desta Irmandade são de 15 de Setembro de 1997, sendo na altura presidente António de Simas Azevedo. A Irmandade da Terça Feira tem uma capela que tem servido de império para as festas do Espírito Santo, tendo sido remodelada no seu interior em 2007. O jantar festivo desta Irmandade é feito em casas particulares ou na sede da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense. Os primeiros Estatutos desta Irmandade são de 19 de Setembro de 2000, sendo na altura presidente Rúben Manuel Silveira Alves. Graças a pessoas de muita fé e com devoçâo no Senhor Espírito Santo, estas Irmandades têm conseguido ultrapassar os momentos dificeis que foram surgindo ao longo destes anos. Também existem Irmandades do Espírito Santo nas restantes localidades da freguesia.
Addicionado: 2011-06-26
1946 - Ciclone em Santa Cruz das Ribeiras
A 4 de Outubro de 1946, passou pelo porto de Santa Cruz um ciclone devastador que destruiu algumas casas, danificou outras e destruiu embarcações. Em cima da ponte e arredores era visível algo que se assemelhava a um monte de lixo provocado pela distruição das casas e embarcações. A Igreja Paroquial, onde o mar entrou até junto do altar-mor, também sofreu bastantes prejuizos. O instrumental da Banda Filarmónica Recreio Ribeirense foi salvo com muita dificuldade da casa onde se encontrava instalada, casa de José Soares do Norte. Felizmente este ciclone não fez vitimas mortais, apenas prejuizos materiais. Um factor que ajudou a que houvesse mais destruição, foi o facto de haver cerca de 500 bidons de óleo de baleia na via pública e que ao embater nas casas provocou maior destruição.
Addicionado: 2011-06-19
1838 - As Ribeiras e as Lutas Liberais
Em 1838, a 21 de Abril, partiram da ilha Terceira, mais concretamente de Angra de Heroísmo, as tropas liberais, comandadas pelo Conde de Vila Flôr com destino à ilha do Pico, porto de Santa Cruz das Ribeiras. O objectivo destas tropas era tomar a ilha do Faial e impor o liberalismo. Ao chegarem ao porto de Santa Cruz dividiram-se em dois grupos, partindo um pelo lado sul da ilha e o outro pelo lado norte com destino à localidade da Madalena.
Addicionado: 2011-05-08
1952 - Inicio da Sociedade Filarmónica União Ribeirense
1952 foi o ano em que nasceu a Sociedade Filarmónica União Ribeirense. Uma das pessoas que tomou esta iniciativa foi António Ferreira Porto. Esta Sociedade começou sem ter sede própria, instalando-se em casas particulares. O seu primeiro instrumental musical foi comprado por António Ferreira Porto. Em 1970 um grupo de sócios comprou a António Ferreira Porto o instrumental musical e a casa onde a Banda Musical estava instalada. O seu primeiro regente foi Ernesto Silveira Peixoto. Actualmente tem uma sede de construção recente.
Addicionado: 2011-05-01
2006/2009 - Actualizações e Legalizações da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense
Com os Estatutos de 1933 desactualizados e sem efeito estatutário, procedeu-se à elaboração de novos, assim como à criação de um Regulamento Interno, sendo apresentados em assembleia geral aos sócios e aprovados. De salientar, também, a constituição e registo da Sociedade Filarmónica em 22 de Março de 2007, legalização e registo dos terrenos cedidos pelo Governo Regional dos Açores em 1995, legalização e registo do terreno comprado em 2000, reforço da potência eléctrica ao edifício sede com ligação em definitivo, candidatura ao Governo Regional dos Açores para a atribuição de Utilidade Pública a esta Sociedade. Tudo isto foi feito com a iniciativa e contributo de Rúben Manuel Silveira Alves.
Addicionado: 2011-04-24
2000 - Centenário da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense
No ano 2000 foi comemorado o centenário da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense. Durante os dias festivos houve exposições fotográficas com os elementos da Banda Musical e Direcções ao longo dos anos. Também estiveram expostos livros onde foram feitas as Actas, entre outras iniciativas. Foi uma semana de grande festa, tendo como ponto alto a homenagem aos Músicos mais antigos, num jantar para os sócios e familiares, onde estavam presentes algumas individualidades locais, concelhias e governamentais. Nesse momento entregou-se aos sócios e entidades uma medalha comemorativa do centenário desta Sociedade Filarmónica. Durante estes anos até hoje, as direcções têm desempenhado, umas mais do que outras, um grande esforço no desenvolvimento desta Sociedade.
Addicionado: 2011-04-17
1990 - Sede Social em Definitivo da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense
Em 1983 foi convocada uma assembleia geral com a finalidade de se pensar em construir uma sede em definitivo para a Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense. Nessa assembleia geral ficou nomeada uma comissão, chamada de: "Comissão Pró-Sede", para esta ter a responsabilidade da execução das obras, da qual fizeram parte, inicialmente: Manuel Adriel Cardoso, Manuel Correia Picanço, Manuel Xavier de Simas, Fernando António Goulart, José de Simas Jorge, João Baptista Medina, Manuel Humberto Silva, Manuel Lourenço Azevedo, e António de Simas Azevedo. Para elaborar o projecto do edificio foi escolhido o técnico José Augusto Leal, sendo a obra executada por administração directa. A sua inauguração foi a 6 de Janeiro de 1990. Mais tarde, construiu-se uma cozinha, sendo inaugurada em Maio de 1999. Em 2005 é extinta a "Comissão Pró-Sede", ficando as direcções futuras com total responsabilidade nas instalações sociais.
Addicionado: 2011-04-10
1900/1990 - Sede Social Provisória da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense
A Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense, desde o inicio da sua constituição, andou instalada em diversas casas ou salas particulares. A primeira foi a casa da Irmandade da Segunda Feira do Divino Espírito Santo, tendo depois se instalado na casa do Carlota. Mais tarde foi para a casa do Pereira, seguindo-se a de Manuel Machado. Dali mudou-se para a casa de José de Simas, José Soares do Norte, João Teotónio e passado algum tempo voltou para a casa da Irmandade da Segunda Feira. A partir de 1975 instalou-se no recêm inaugurado Centro Social até à construção da sua própria sede, facto que aconteceu a 6 de Janeiro de 1990. Entretanto a Sociedade Filarmónica esteve instalada em 1932 na capela da Irmandade da Terça Feira do Divino Espírito Santo.
Addicionado: 2011-04-03
1936 - Aprisionamento do Instrumental da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense
Um dos momentos dificeis da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense, foi em 1936, aquando do aprisionamento do instrumental da Banda Musical, originando o seu encerramento. O motivo deste encerramento foi de natureza politica, quando ocorreu a visita do Governador Civil a esta freguesia. A Banda Filarmónica não compareceu na recepção de boas vindas e daí o motivo da ordem de aprisionamento do instrumental e seus dirigentes, que eram: Manuel Henrique Ávila Jr., Jacinto Homem Goulart e Manuel Silveira Soares. Com o passar dos anos, os conflitos foram caíndo no esquecimento e em 1940 o instrumental foi devolvido. Novamente a Banda Musical voltou a tocar, ficando na direcção: João Silveira Alves, Francisco Soares Mariante e Jacinto Homem Goulart.
Addicionado: 2011-03-27
1900/2011 - Mestres da Banda Filarmónica Recreio Ribeirense
O primeiro regente da Banda Filarmónica Recreio Ribeirense foi Francisco Augusto Cordeiro, seguindo-se Francisco Pereira Cardoso. Depois tomou a regência José Maria Henriques, Pe. Domingos Ferreira da Rosa Ângelo, pároco de Santa Cruz. Por volta de 1925 foi substituido na regência pelo professor Ernesto Augusto Silveira Peixoto Júnior, o qual permaneceu até aos incidentes de 1936. Aquando da reabertura da Banda Filarmónica em 1940, assumiu a regência o antigo tocador João Homem da Silveira, sendo substituido por Manuel Norberto Brum, e depois deste seguiram-se Manuel Eduardo Alvernaz, Fernando António Xavier Jorge, Helder Azevedo, Gilbert Machado e presentemente Milton André.
Addicionado: 2011-03-20
1900 - Início da Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense
A Sociedade Filarmónica Recreio Ribeirense foi fundada a 6 de Janeiro de 1900. Os primeiros estatutos foram elaborados por José Rodrigues Ferreira da Silva e aprovados a 10 de Julho de 1933 em assembleia geral, na qual se elegeram os orgãos sociais: Direcção= Francisco Soares Mariante, Leonel Garcia da Rosa e João Homem da Silveira; Mesa da Assembleia= Pe. Manuel Teófilo de Sousa, Ernesto Augusto Silveira Peixoto Júnior, António Fernandes Ávila e Manuel Baptista Soares; Conselho Fiscal= Francisco Assis Porto, João Silveira Alves e Manuel Cardoso Soares. O primeiro instrumental foi adquirido na ilha Graciosa e pertencera a uma Banda Filarmónica da Fonte do Mato.
Addicionado: 2011-03-13
Indústria de Lacticínios
Nesta freguesia das Ribeiras, chegou a existir três fábricas de lacticínios: Silva e Pimentel, Lda., no Arrife; Silveira e Costa, Lda., no Caminho de Cima e a Cooperativa da Ribeira Seca, bem como dois postos de recolha de leite da firma Martins e Rebello na Ribeira Grande e Arrife. Houve uma altura em que estas fábricas estavam ligadas à firma Martins e Rebello como postos de recolha de leite. Mais tarde, conseguiram autonomia e constituiram-se em sociedade para assim poderem ter uma administração e venda dos seus produtos. Hoje existe só a fábrica Queijaria do Pico, Lda. e um posto de recolha de leite da Lacto Pico, no Arrife.
Addicionado: 2011-03-06
1983 - Porto de Santa Cruz
A baía das Ribeiras, pelas suas caracteristicas, serviu a navios e barcos de porto de abrigo e de embarque e desembarque de pessoas. No início, isso fazia-se nas pedras da costa improvisando, foi assim que começou a surgir o porto de Santa Cruz das Ribeiras. Com o andar dos anos, ele foi sendo melhorado, com obras de ampliação sempre insuficientes para as gentes do mar. A partir de 1975, com a vinda a Santa Cruz do Secretário das Pescas, Dr. Mário Ruivo, e mais tarde com a visita do Director Geral dos Portos, Engenheiro Munoz de Oliveira, a população ficou convicta de que o porto iria ter obras de ampliação. Em 1979, os trabalhos começaram e já em Junho de 1980, a traineira "Salazar" pode encostar naquele porto, embora ainda em obras. A 11 de Setembro de 1983 é feita a sua inauguração.
Addicionado: 2011-02-27
Mestre João Silveira Alves
João Silveira Alves nasceu nesta freguesia das Ribeiras, em Santa Cruz, a 5 de Junho de 1898. Em 1913 foi inscrito marítimo, exercendo a pesca artesanal em barcos de "boca-aberta". Emigrou em 1921 para os Estados Unidos da América, onde foi trabalhar num rancho de criação de gado, em São José. Permaneceu no rancho dois anos, deslocando-se depois para San Diego-California. Aí dedicou-se à pesca do atum durante cinco anos, regressando aos Açores-ilha do Pico em 1928. Manda construir o iate "Ribeirense" em 1929, entretanto, em 1951, João Silveira Alves vende a sua parte no iate "Ribeirense" aos restantes sócios e lança-se noutro desafio: manda construir em 1952 a José Teixeira Costa em Santo Amaro do Pico, uma traineira para a pesca do atum à qual foi dado o nome de "Salazar". Este foi um dos primeiros barcos a que se chamou "traineira". Passados cinco anos, em 1957, João Silveira Alves manda construir novamente ao mesmo construtor, outra traineira para a pesca do atum, a qual foi baptizada com o nome "Carmona". Mestre João Alves, insatisfeito com as condições do porto de Santa Cruz das Ribeiras, a 23 de Março de 1961, escreve ao Presidente do Conselho, Dr. António de Oliveira Salazar, fazendo uma exposição da situação actual do porto, solicitando o prolongamento do cais e arranjo do varadouro. No ano de 1963, a fábrica de Conservas do Pico, Lda., sediada nas Lajes do Pico, ficou a dever-lhe 623.709$00 (3.111,00 euros), referente ao pescado capturado nesse ano. Este, pessoa honesta e de palavra, cumpriu o seu contracto com a companha dos barcos, pagando-lhes todo o pescado capturado, ficando a fábrica a dever-lhe sempre essa importância. Em 27 de Abril de 1966, João Silveira Alves faleceu aos 67 anos.
Addicionado: 2011-02-20
1937 - Início da Pesca do Atum
O início da pesca do atum na ilha do Pico deu-se em Santa Cruz das Ribeiras, com o mestre João Silveira Alves. Esta actividade iniciou-se em 1937 com o iate "Ribeirense". Este era um barco de cabotagem, mas como rareou o serviço, mestre João Alves experimentou a pesca da albacora, segundo os métodos usados em San Diego-California. Aí tinha permanecido cinco anos e fora proprietário dum barco. Contudo, este tempo de pesca com o iate "Ribeirense" foi curto, pois a falta de pagamento da fábrica de Virgílio Lory, sediada na ilha Terceira, fê-lo voltar ao serviço de tráfego em 1940.
Addicionado: 2011-02-13
Mestre José Gaspar da Silveira
José Gaspar da Silveira nasceu nesta freguesia das Ribeiras, em Santa Cruz, a 10 de Julho de 1876. Iniciou-se na vida do mar pela caça à baleia, pesca do fundo e, mais tarde, foi mestre do iate "Andorinha", do qual também era proprietário. Mestre José Gaspar destacou-se pelo seu espírito de intuição acerca do "bom tempo e do mau tempo". Nos últimos anos de vida, já doente, dedicava-se a fazer panos para botes e a dar indicações meteorológicas aos marítimos da sua localidade. Mestre José Gaspar faleceu a 22 de Julho de 1946.
Addicionado: 2011-02-06
1941 - Acidente Marítimo
A sul da ilha do Pico, concretamente nas proximidades da Praínha, a companha do bote "São Rafael", ao trancar mais uma baleia, a linha embrulhou-se e o bote revirou, levando preso na linha José Silveira Soares, de 19 anos de idade. Este, resgatado pela tripulação do bote, foi encontrado sem vida. Isto aconteceu a 17 de Julho de 1941.
Addicionado: 2011-01-30
1933 - Acidente Marítimo
Numa das viagens que o iate "Ribeirense" fazia da ilha de São Miguel com destino à ilha do Pico, a certa altura, os marinheiros deram pela falta dum colega de trabalho, tratava-se de Francisco Garcia da Rosa, que caíra ao mar. As buscas realizadas para o encontrar não tiveram sucesso, nunca mais sendo visto. Isto aconteceu a 11 de Novembro de 1933.
Addicionado: 2011-01-23
1893 - Acidente Marítimo
Em 28 de Agosto de 1893 os barcos de "Boca-Aberta" "Santa Cruz" e "S. Bernardo" sairam da baia de Angra do Heroísmo, Terceira, com destino a Santa Cruz das Ribeiras. A sua chegada ao porto de Santa Cruz nunca aconteceu devido à forte ondulação e ventos fortes. O comandante do navio "Vega", dirigindo-se para o porto da Horta à procura de abrigo, relatou que viu a tripulação dum barco, em cima do convés de braços levantados, pedindo socorro. Contudo, não lhe pode socorrer tal era a fúria do mar. Foi o ciclone de 1893 que passou tirando a vida a 23 pessoas que viajavam naqueles barcos.
Addicionado: 2011-01-16
Barcos de Tráfego entre Ilhas
As ligações com outras ilhas tiveram aqui em Santa Cruz, maior relevo, com os barcos de "Boca-Aberta", à "Vela" e a "Motor". O iate "Andorinha" foi construído em 1905, para vela, e só em 1931 lhe foi adaptado um motor. Eram seus proprietários o mestre José Gaspar da Silveira e Francisco Soares. O iate "Ribeirense" foi construído em 1929, junto à igreja de Santa Cruz. Era seu proprietário o mestre João Silveira Alves que subscreveu metade das acções, sendo a outra metade de seis sócios: José Tavares, José Lourenço Azevedo, Francisco Mariante, José Rodrigues Soares, Francisco Homem e Manuel Henrique Costa. O seu construtor foi José Joaquim Alvernaz. O "Ribeirense" foi o primeiro iate de passageiros a motor.
Addicionado: 2011-01-09
1918 - Armações Baleeiras
Em 1918 foram criadas em Santa Cruz três sociedades baleeiras: Sociedade Baleeira Americana, Sociedade União Ribeirense e Sociedade Nova Ribeirense. Mais tarde, em 1954, elas uniram-se na Sociedade Baleeira das Ribeiras. Antes da criação destas sociedades, a caça à baleia era realizada e explorada por particulares. A maior parte dos botes baleeiros existentes nesta época foram construidos no lugar das Pontes pelos mestres da Águada. Entre os que seguiram esta vida, destacam-se: José André, Garcia do Norte, Manuel Costa, José Costa, João Tavares, José Maria Rita, Manuel Rita, Raúl Silva, Manuel Homem Xavier e José Pereira Dutra, como vigia, entre outros.
Addicionado: 2011-01-02
Caça à Baleia
Na freguesia das Ribeiras, a caça ao cachalote (baleia) foi durante muitos anos o sustento das famílias. No inicio os cachalotes arpoados pelas canoas (botes) de Santa Cruz eram ali derretidos, isto até 1947. Inicialmente as canoas vinham dos Estados Unidos da América, com as baleeiras (lanchas). Só em 1893 se começou a construir na ilha as primeiras canoas e mais tarde também as lanchas de reboque e apoio na caça do cachalote.
Addicionado: 2010-12-26
1938 - Estradas e Ramais
A partir de 1938 iniciaram-se as obras de construção da estrada nacional entre as Lajes e a Piedade. Com esta obra algumas localidades, como Santa Cruz, não tiveram uma ligação directa com a estrada, sendo necessário fazer ramais de ligação. O de Santa Cruz foi concuído em 1950 e o de Santa Bárbara em 1956.
Addicionado: 2010-12-19
1863 - Relatório do Governador de Santa Rita
O relatório do Governador de Santa Rita em 1863, menciona uma Ermida da Vera Cruz em Santa Bárbara, que teria servido para instalar a primeira Escola Oficial. Este edifício ficava situado ao lado da igreja paroquial. Hoje existe no lugar do Caminho de Baixo uma pequena Ermida dedicada a Nossa Senhora da Piedade da Levada. A primeira era em madeira, tendo sido mais tarde reconstruída em pedra.
Addicionado: 2010-12-12
1925 - Capela da Ribeira Grande
Na Ribeira Grande, em 1925, foi construída uma Capela de pequenas dimensões, dedicada a S. João Baptista. Esta Capela foi construída pelo povo e com a ajuda dos emigrantes, mas uns anos mais tarde acabou por se degradar. Assim, as pessoas daquele lugar, uniram-se mais uma vez e com muita dificuldade económica conseguiram construir noutro sitio uma Ermida, a qual foi inaugurada em 1970.
Addicionado: 2010-12-05
1950 - Ermida das Pontas Negras
Nas Pontas Negras, em 1950, foi construída uma Ermida dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Maria Polley, nascida naquele lugar e emigrante na América do Norte, foi uma grande impulsionadora na realização desta obra. A ela se devem parte dos donativos, bem como a árdua tarefa de conseguir o restante junto de outras pessoas para que a obra chegasse ao fim. A Ermida foi benzida, em 6 de Agosto de 1950, pelo Patriarca das Indias, D. José Alvernaz.
Addicionado: 2010-11-28
1590 - Primeira Ermida da Freguesia
A primeira Ermida a ser construída na freguesia das Ribeiras foi a Ermida de Nossa Senhora do Socorro em 1590, situada no lugar de Santa Bárbara. Pertencia à família do delegado do donatário e foi construída em propriedade da mesma família.
Addicionado: 2010-11-21
Alterações na Igreja de Santa Cruz
Antes da construção da Igreja de Santa Cruz, no ano 1680 é construída uma pequena Ermida, para nela colocarem o Senhor Jesus Milagroso, encontrado nas pedras da costa. Ao longo dos anos, essa Ermida sofreu alterações e ampliações (1818, 1876, 1928, 1932, 1972 e 1992), até ficar com aspecto e tamanho de Igreja. O seu primeiro relógio exterior foi colocado na fachada principal, sendo oferecido por Manuel Garcia da Rosa. As obras executadas nesta Igreja tiveram a colaboração do povo e de emigrantes. Foram coordenadas pelos padres que por ali foram passando. Na freguesia das Ribeiras existe um cemitério na paróquia de Santa Bárbara; embora inicialmente tenha sido construído um junto à igreja desta mesma paróquia.
Addicionado: 2010-11-14
Alterações na Igreja de Santa Bárbara
A Igreja de Santa Bárbara, dado o seu tamanho reduzido sofreu uma grande alteração, foi demolida. No mesmo local foi construída a nova Igreja, com maiores dimensões e capacidade, isto em 1962. Também, no mesmo ano, foi demolido e construído no mesmo local a residência paroquial. O responsável por estas obras foi o Padre Guilherme Pimentel, que muito contribuiu para que isto fosse possível. A inauguração da Igreja de Santa Bárbara foi a 18 de Julho de 1965.
Addicionado: 2010-11-07
Uma Freguesia - Duas Paróquias
Em 1679, foi construída uma Igreja no lugar de Santa Bárbara. Ao longo de muitos anos, esta Igreja foi ponto de encontro para o culto religioso na freguesia. A partir de 1800, começou a ser construída a Igreja do Senhor Jesus, em Santa Cruz, onde se passou a praticar a religião cristã. Santa Cruz foi elevada a paróquia a 13 de Janeiro de 1916, pelo Bispo D. Manuel Damasceno, tendo como primeiro sacerdote o Padre Domingos Ferreira. Assim a freguesia das Ribeiras passou a ter duas paróquias: Santa Bárbara e Santa Cruz.
Addicionado: 2010-10-31
A origem do nome «Santa Cruz»
A origem do nome da localidade de Santa Cruz surgiu quando uma imagem do senhor crucificado foi encontrada, pelos maritimos, encalhada junto ao porto desta localidade, no ano 1661. A imagem do senhor crucificado foi colocada, mais tarde, numa pequena capela construida para o efeito. Esta imagem foi centro de muita devoção por parte dos maritimos, que passaram a chama-la: "O Senhor Jesus Milagroso".
Addicionado: 2010-10-24
A origem do nome «Santa Bárbara»
A origem do nome da localidade de Santa Bárbara terá partido da imagem de Santa Bárbara, a qual se venera na igreja que foi mandada construir pelo delegado do donatário da Ilha e que residia naquele lugar. A escolha do nome foi também conforme mandava a tradição: atribuir o nome da esposa do referido delegado, que, neste caso, se chamava Bárbara.
Addicionado: 2010-10-17
Origem do nome «Ribeiras»
O nome «Ribeiras» surgiu das muitas correntes de água que a atravessam: cerca de 24. Os nomes das ribeiras conhecidas são: Arrife, Santa Bárbara, Mansilhas, Morgado, Bemfeito, Galinho, Fonte, Lage, Pires, Pedreira, Moinhos, Grutões, Engenho, Mariquinhas, Matias Machado, Funda, Moniz, Alfaiate, Biscoito, Ribeira Grande, Isabel do Pedreiro, Maria Antónia, José Lourenço e Ribeira Seca. O lugar das Ribeiras foi elevado a freguesia por altura do ano 1540. Na freguesia das Ribeiras o maior número de habitantes foi em 1878, correspondendo a 2.354 habitantes.
Addicionado: 2010-10-10
1461 - Segundo Povoador entrou por Santa Cruz das Ribeiras
A ilha do Pico terá sido povoada por volta do ano 1460. Por essa data, terá desembarcado na ilha, no lugar da Maré, Lajes, o primeiro homem, Fernando Álvares Evangelho. Um ano mais tarde, o lugar de Santa Cruz, foi o sitio onde desembarcou o segundo povoador, Jordão Álvares Caralta, tendo-se fixado no lugar do Canto, Caminho de Cima.
Addicionado: 2010-10-10



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